Maria Colasanti poetisa etíope de nascimento,brasileira por adoração desde 1948, quando aportou no Rio de janeiro escreveu um dos textos mais profundos e enigmáticos que minha compreensão literária ja pode tentar entender. Chama-se “eu sei, mas não devia.” Ali a africana de finos e lindos traços faciais, confessa a alma do ser humano complacente. Complacência é esse aborto existencial que realizamos quando desistimos de querer o melhor e nos conformamos com o torpe o banal, venal. Os grilhões do inferno são feitos de conformismos. E pior é que a gente se acustuma até com a miséria na vida.
Há pessoas neste momento que estão sobrevivendo de lenientes pensamentos de aposentadoria auto-impetrada. Desistiram de viver, de amar, de sonhar, de querer, de lutar, de voltar, de reencontrar, de casar, de crer. Adotaram a posura do Zeca pagodinho “...deixa a vida me levar, vida leva eu” estão batendo em bêbado, preferem o caminho das águas descentes – o caminho mais fácil. Guardaram a espada, abriram os punhos e deixaram que a coisa ficasse como está “para ver no que vai dar “
Quanto mais oposição eu sofro, mais entendo que estou protegido. É que na filosofia bíblica, o mundojaz no maligno, portanto nada de bom ele aceita e aplaude se não puder manipular e controlar. Daí que, como disse o Roberto Romano, “olhos curiosos, ensinava o velho se rejubilam com o malefício e nele colocam toda complacência. Este traço ético horrebdo mostra cumplicidade luciferina com a perversão possível de todo ser humano e caracterizado a banalização do mal que a filosofia contemporânea tenta combater tenta ter nos intelctos e nos corações. Uma luta difícil e inglória. A imprensa não raro é refem e cumplice...”
É que é mais fácil criticar do que fazer, inventar mentiras do que construir uma verdade, pisar a flor doque semeá-la e adubá-la. Dar o benefício da dúvida é mais nobre, porém é geralmente o ser humano prefere julgar de antemão. Desistir é estrada atrativa e, a priori, traz o necessário alívio. Mas, depois segue-se a frustração, peso insustentável dos complacentes. Outros, todavia continuam lutando até a última gota. Inventam e reinventam a vida e a maneira de felicita-la. A fé me ensinou que a perseverança é irmã gêmea do sucesso divino. Dai que não por ser braseleiro, pois esta cidadania aqui de pouco me vale, mas por ser um Homem sonhador que sou, eu não desisto nunca. E você? Ja se acustumou a desistir? Pense nisso!
terça-feira, 14 de outubro de 2008
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